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      <pubDate>Sat, 31 Jan 2009 17:10:00 +0100</pubDate>
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      <category>Cultura Cigana</category>
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         <title>Cultura Cigana</title>
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&#160;&#160;&#160;
Os Ciganos são chamados de "povos das estrelas" e dizem que apareceram há mais de 3.000 anos, ao Norte da Índia, na região de Gujaratna localizada na margem direita do Rio Send. No primeiro milênio d.C., deixaram o país e se dividiram em dois ramos: o Pechen que atingiu a Europa através da Grécia; e o Beni que chegou até a Síria, o Egito e a Palestina. Existem vários clãs ciganos: o Kalê (da Península Ibérica); o Hoharano (da Turquia); o Matchuaiya (da Iugoslávia); o...]]></description>
         <pubDate>Sat, 31 Jan 2009 17:10:00 +0100</pubDate>
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         <category>Cultura Cigana</category>
         <content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img height="450" alt="" width="422" src="http://files.deusadoamor.webnode.com/200000043-4cf3c51d3f/cassia.jpg" />&#160;</p>
<p style="text-align: left"><span style="color: #ffff99"><span>&#160;&#160;</span></span><span style="color: #000000">&#160;</span></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>Os Ciganos são chamados de "povos das estrelas" e dizem que apareceram há mais de 3.000 anos, ao Norte da Índia, na região de Gujaratna localizada na margem direita do Rio Send. No primeiro milênio d.C., deixaram o país e se dividiram em dois ramos: o Pechen que atingiu a Europa através da Grécia; e o Beni que chegou até a Síria, o Egito e a Palestina. Existem vários clãs ciganos: o Kalê (da Península Ibérica); o Hoharano (da Turquia); o Matchuaiya (da Iugoslávia); o Moldovan (da Rússia) e o Kalderash (da Romênia).<br />
<br />
Porém de acordo com a nossa Tradição, a teoria mais freqüente sobre a origem do Povo Cigano, é que após um período de adaptação neste planeta, os ciganos teriam surgido do interior da Terra e esperam que um dia possam regressar ao seu lar. Nada mais pode-se revelar sobre isto, pois trata-se de um&#160; "segredo"&#160; bem preservado. </b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="center"><font color="#000000"><img height="249" alt="" width="423" align="bottom" border="0" name="figura13" src="http://files.rainhadosventos.webnode.com/200000408-967aa986e8/212acampamento2.jpg" /></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3">O grande lema do Povo Cigano é: "O Céu é meu teto; a Terra é minha pátria e </font></font>a Liberdade é minha religião", traduzindo um espírito essencialmente nômade e livre dos condicionamentos das pessoas normais geralmente cerceadas pelos sistemas aos quais estão subjugadas, respeitando seus ciclos naturais e sua força geradora e provedora. <br />
<br />
Santa Sara é comemorada e reverenciada todos os anos, nos dias 24 e 25 de maio, através de uma longa noite de vigília e oração, pelos ciganos espalhados no mundo inteiro, com candeias de velas azuis, flores e vestes coloridas; muita música e muita dança, cujo simbolismo religioso representa o processo de purificação e renovação da natureza e o eterno "retorno dos tempos". </b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#dc2300"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b><font color="#ffff99">Os ciganos chegados em Andaluzia no séc. XV vieram do norte da Índia, da região do Sind (atual Paquistão), fugindo das guerras e dos invasores estrangeiros (inclusive de Tamerian, descendente de Gengis Khan). As tribos do Sind se mudaram para o Egito e depois para a Checoslováquia, Rússia, Hungria e Polônia, Balcãs e Itália, França e Espanha. Seus nomes se latinizaram (de Sindel para Miguel; de András para André; de Pamuel para Manuel, etc.). O primeiro documento data a entrada dos ciganos na Espanha em 1447. Esse grupo se chamava a si mesmo de "ruma calk" (que significa homem dos tempos) e falavam o Caló (um dialeto indiano oriundo da região do Maharata). Eles trouxeram a música, a dança, as palmas, as batidas dos pés e o ritmo quente do "flamenco", tanto que essa palavra vem do árabe "felco" (camponês) e "mengu" (fugitivo) e passou a ser sinônimo de "cigano andaluz" à partir do séc. XVIII.</font><br />
<br />
<font color="#ffff99">Esse povo canta e dança tanto na alegria como na tristeza pois para o cigano a vida é uma festa e a natureza que o rodeia a mais bela e generosa anfitriã. Onde quer que estejam, os ciganos são logo reconhecidos por suas roupas e ornamentos, e, principalmente por seus hábitos ruidosos. São um povo cheio de energia e grande dose de passionalidade. São tão peculiares dentro do seu próprio código de ética; honra e justiça; senso, sentido e sentimento de liberdade que contagiam e incomodam qualquer sistema. Porém, a comunidade cigana ama e respeita a natureza, os idosos e todos os membros do grupo educam as crianças de todos, dentro dos princípios e normas próprios de uma tradição puramente oral, cujos ensinamentos são passados de pai prá filho ou de mestre para discípulo, através das estórias contadas e das músicas tocadas em torno das fogueiras acesas e das barracas coloridas sempre montadas ao ar livre (mesmo no fundo do quintal das ricas mansões dos ciganos mais abastados). </font></b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="center">&#160;<img height="169" alt="" width="453" align="bottom" border="0" name="figura14" src="http://files.rainhadosventos.webnode.com/200000395-1a18b1b126/top1.jpg" /></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>Os ciganos não representam um povo compacto e homogêneo, mesmo pertencendo a uma única etnia, existe a hipótese de que a migração desde a Índia tenha sido fracionada no tempo, e que desde a origem fossem divididos em grupos e subgrupos, falando dialetos diferentes. </b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>As diferenças no tipo de vida, a forte vocação ao nomadismo de alguns, contra a tendência à sedentarização de outros gera uma série de contrastes que não se limitam a uma simples incapacidade de conviver pacificamente.</b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>Em linhas gerais, os Sintos são menos conservadores e tendem a esquecer com maior rapidez a cultura dos pais. Talvez este fato não seja recente, mas de qualquer modo é atribuído às condições socioculturais nas quais por longo tempo viveram. </b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>Quanto aos Rom de imigração mais recente, se nota ao invés uma maior tendência à conservação das tradições, da língua e dos costumes próprios dos diversos subgrupos. Sua origem desde países essencialmente agrícolas e ainda industrialmente atrasados (leste europeu) favoreceu certamente a conservação de modos de vida<br />
mais consoantes à sua origem. </b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>Antigamente era muito respeitado o período da gravidez e o tempo sucessivo ao nascimento do herdeiro; havia o conceito da impureza coligada ao nascimento, com várias proibições para a parturiente. Hoje a situação não é mais tão rígida; o aleitamento dura muito tempo, às vezes se prolongando por alguns anos.</b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>No casamento tende-se a escolher o cônjuge dentro do próprio grupo ou subgrupo, com notáveis vantagens econômicas. Um cigano pode casar-se com uma gadjí, isto é, uma mulher não cigana, a qual deverá porém submeter-se às regras e às tradições ciganas. </b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>A importância do dote é fundamental especialmente para os Rom; no grupo dos Sintos se tende a realizar o casamento através da fuga e conseqüente regularização. Aos filhos é dada uma grande liberdade, mesmo porque logo deverão contribuir com o sustento da família e com o cuidado dos menores.</b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="center">&#160;<img height="257" alt="" width="406" align="bottom" border="0" name="figura15" src="http://files.rainhadosventos.webnode.com/200000405-d02d6d2217/cigan06.jpg" /></p>
<p class="western" align="center"><font color="#ff9900"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="4"><i><u><b>NASCIMENTO</b></u></i></font></font>&#160;</font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>Uma criança sempre é bem vinda entre os ciganos. É claro que sua preferência é para os filhos homens, para dar continuidade ao nome da família. A mulher cigana é considerada impura durante os quarenta dias de resguardo após o parto. </b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>Logo que uma criança nasce, uma pessoa mais velha, ou da família, prepara um pão feito em casa, semelhante a uma hóstia e um vinho para oferecer ás três fadas do destino, que visitarão a criança no terceiro dia, para designar sua sorte. Esse pão e vinho será repartido no dia seguinte com todos as pessoas presentes, principalmente com as crianças. </b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>Da mesma forma e com a finalidade de espantar os maus espíritos, a criança recebe um patuá assinalado com uma cruz bordada ou desenhada contendo incenso. O batismo pode ser feito por qualquer pessoa do grupo e consiste em dar o nome e benzer a criança com água, sal e um galho verde. O batismo na igreja não é obrigatório, embora a maioria opte pelo batismo católico.</b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="center"><img height="329" alt="" width="400" align="bottom" border="0" name="figura16" src="http://files.deusadoamor.webnode.com/200000058-6459667c2a/ATgAAADyWzRaoVHKDMHUheb3fwryAGFsYycJCks1ctBTsXWsQNSAYI-Wp1hhUrNy1VACzH3smnU6VENbsj9TL7rIZUwEAJtU9VD2YTmmFkVyOqyYdjDH187hZ_GiEw.jpg" /></p>
<p class="western" align="center"><font color="#000000"><br />
<font color="#ff9900"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="4"><i><u><b>CASAMENTO</b></u></i></font></font></font><font color="#ff9900"> </font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><i><b>Desde pequenas, as meninas ciganas costumam ser prometidas em casamento. Os acertos normalmente são feitos pelos pais dos noivos, que decidem unir suas famílias. </b></i></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><i><b>O casamento é uma das tradições mais preservadas entre os ciganos, representa a continuidade da raça, por isso o casamento com os não ciganos não é permitido em hipótese alguma. Quando isso acontece a pessoa é excluída do grupo. </b></i></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><i><b>É pelo casamento que os ciganos entram no mundo dos adultos. Os noivos não podem ter nenhum tipo de intimidade antes do casamento. Quando o casamento acontece, durante três dias e três noites, os noivos ficam separados dando atenção aos convidados, somente na terceira noite é que podem ficar pela primeira vez a sós. </b></i></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><i><b>Mesmo assim, a grande maioria dos ciganos no Brasil, ainda exigem a virgindade da noiva. A noiva deve comprovar a virgindade através da mancha de sangue do lençol que é mostrada a todos no dia seguinte. Caso a noiva não seja virgem, ela pode ser devolvida para os pais e esses terão que pagar uma indenização<br />
para os pais do noivo.</b></i></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>No caso da noiva ser virgem, na manhã seguinte do casamento ela se veste com uma roupa tradicional colorida e um lenço na cabeça, simbolizando que é uma mulher casada. Durante a festa de casamento, os convidados homens, sentam ao redor de uma mesa no chão e com um pão grande sem miolo, recebem dos os presentes dos noivos em dinheiro ou em ouro. </b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>Estes são colocados dentro do pão ao mesmo tempo em que os noivos são abençoados. Em troca recebem lenços e flores artificiais para a mulheres. Geralmente a noiva é paga aos pais em moedas de ouro, a quantidade é definida pelo pai da noiva.</b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="center"><font color="#000000"><img height="271" alt="" width="236" align="bottom" border="0" name="figura17" src="http://files.rainhadosventos.webnode.com/200000406-3806839fa8/CiganaBrilho.gif" /></font></p>
<p class="western" align="center"><font color="#ff9900"><i><u><b>MORTE</b></u></i></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>Os ciganos acreditam na vida após a morte e seguem todos os rituais para aliviar a dor de seus antepassados que partiram. Costumam colocar no caixão da pessoa morta uma moeda para que ela possa pagar o canoeiro a travessia do grande rio que separa a vida da morte.</b></i></font></font><br />
<font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>No que se refere à morte, o luto pelo desaparecimento de um companheiro dura em geral muito tempo. Junto aos Sintos parece prevalecer o costume de queimar-se a kampína (o trailer) e os objetos pertencentes ao defunto. </b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>Entre os ritos fúnebres praticados pelos Rom está a pomána, banquete fúnebre no qual se celebra o aniversário da morte de uma pessoa. A abundância do alimento e das bebidas exprimem o desejo de paz e felicidade para o defunto.</b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>Antigamente costumava-se enterrar as pessoas com bens de maior valor, mas devido ao grande número de violação de túmulos este costume teve que ser mudado. Os ciganos não encomendam missa para seus entes queridos, mas oferecem uma cerimônia com água, flores, frutas e suas comidas prediletas, onde esperam que a alma da pessoa falecida compartilhe a cerimônia e se liberte gradativamente das coisas da Terra. </b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>As cerimônias fúnebres são chamadas "Pomana" e são feitas periodicamente até completar um ano de morte. Os ciganos costumam fazer oferendas aos seus antepassados também nos túmulos.</b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><br />
<br />
&#160;</p>
<p class="western" align="center"><font color="#ff9900"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="4"><i><u><b>MÚSICA E DANÇA</b></u></i></font></font> </font></p>
<p class="western" align="center"><br />
<br />
&#160;</p>
<p class="western" align="center"><font color="#000000">&#160; <img height="136" alt="" width="102" align="bottom" border="0" name="figura18" src="http://files.rainhadosventos.webnode.com/200000399-1a1b21b142/cigana2.gif" />&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; <img height="173" alt="" width="102" align="bottom" border="0" name="figura19" src="http://files.rainhadosventos.webnode.com/200000398-58964598fb/cigana_dancando.gif" />&#160;&#160; <img height="165" alt="" width="106" align="bottom" border="0" name="figura20" src="http://files.rainhadosventos.webnode.com/200000401-81d9282d32/cigana4.gif" /></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#000000"><br />
<font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>Quando os ciganos deixaram o Egito e a Índia, eles passaram pela Pérsia, Turquia, Armênia, chegando até a Grécia, onde permaneceram por vários séculos antes de se espalharem pelo resto da Europa. </b></i></font></font></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>A influência trazida do oriente é muito forte na música e na dança cigana. A música e a dança cigana possuem influência hindu, húngaro, russo, árabe e espanhol. Mas a maior influência na música e na dança cigana dos últimos séculos é sem dúvida espanhola, refletida no ritmo dos ciganos espanhóis que criaram um novo estilo baseado no flamenco. </b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>Alguns grupos de ciganos no Brasil conservam a tradicional música e dança cigana húngara, um reflexo da música do leste europeu com toda influência do violino, que é o mais tradicional símbolo da música cigana. Liszt e Beethoven buscaram na música cigana inspiração para muitas de suas obras. </b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>Tanto a música como a dança cigana sempre exerceram fascínio sobre grandes compositores, pintores e cineastas. Há exemplos na literatura, na poesia e na música de Bizet, Manuel de Falla e Carlos Saura que mostram nas suas obras muito do mistério que envolve a arte, a cultura e a trajetória desse povo. </b></i></font></font></font></p>
<p class="western" align="justify"><font color="#ffff99"><font face="Times New Roman, Times, serif"><font size="3"><i><b>No Brasil, a música mais tocada e dançada pelos ciganos é a música Kaldarash, própria para dançar com acompanhamento de ritmo das mãos e dos pés e sons emitidos sem significação para efeito de acompanhamento. Essa música é repetida várias vezes enquanto as moças ciganas dançam.</b></i></font></font></font></p>]]></content:encoded>
      </item>
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         <title>Batuque - História das Nações no RS</title>
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         <description><![CDATA[&#160;&#160;&#160; &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;
Nação Cabinda
A nação Cabinda, originária de Angola, adotou o panteão dos Orixás Iorubas, embora estas divindades Bantus teriam como nome correto Inkince.
Os Inkinces são para os Bantus o mesmo que os Orixás para os Yorubás, e o mesmo que os Voduns são para os Jêjes. Não se trata da mesma divindade, cada Inkince, Orixá ou Vodum possui identidade própria e culturas totalmente distintas. A linguagem ritual originou-se predominantemente das línguas...]]></description>
         <pubDate>Wed, 29 Oct 2008 20:35:00 +0100</pubDate>
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         <category>Artigos</category>
         <content:encoded><![CDATA[<p>&#160;&#160;&#160; <img style="width: 72px; height: 110px" height="132" alt="" width="80" src="http://files.rainhadosventos.webnode.com/200000421-044960543e/dancasnrj352.gif" />&#160;&#160;&#160;<img style="width: 273px; height: 101px" height="115" alt="" width="328" src="http://files.rainhadosventos.webnode.com/200000422-cfaded1a1f/orixas.gif" />&#160;&#160;<img style="width: 90px; height: 123px" height="132" alt="" width="120" src="http://files.rainhadosventos.webnode.com/200000420-728f4748ff/tambor.gif" /></p>
<p><font face="Arial" size="4"><strong>Nação Cabinda</strong></font></p>
<p>A nação Cabinda, originária de Angola, adotou o panteão dos Orixás Iorubas, embora estas divindades Bantus teriam como nome correto Inkince.</p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os Inkinces são para os Bantus o mesmo que os Orixás para os Yorubás, e o mesmo que os Voduns são para os Jêjes. Não se trata da mesma divindade, cada Inkince, Orixá ou Vodum possui identidade própria e culturas totalmente distintas. A linguagem ritual originou-se predominantemente das línguas Kimbundo e Kikongo; são línguas muito parecidas e ainda utilizadas atualmente. O Kimbundo é o segundo idioma nacional em Angola. O Kikongo, provém do Congo, sendo também falado em Angola.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Aqui no Rio Grande do Sul a raiz forte da Cabinda foi o Sr. Valdemar Antonio dos Santos, filho do Orixá Xangô Kamucá Baruálofina; e uma de suas descendentes foi a Sra. Madalena de Oxum, que se destacou grandiosamente dentro desta nação.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outros que se iniciaram pelas mãos de Valdemar de Xangô, e alguns, com sua morte passaram para as mãos de Mãe Madalena de Oxum: Pai Tati de Bará, Mãe Palmira de Oxum, Ramão de Ogum, Moacir de Xangô (tinha o apelido de Guri Bontito), Pai Mario de Ogum e Pai Nascimento de Sakpatá, oriundo de outra nação. Depois foram surgindo outros ícones da nação Cabinda, onde podemos citar Pai Romário de Oxalá, filho de santo de Mãe Madalena de Oxum; Mãe Olê de Xangô, mulher de Pai Tati de Bará; Pai Henrique de Oxum, enteado e filho de santo de Mãe Palmira de Oxum; Pai Adão de Bará de Exu Biomi; Pai Cleon de Oxalá; Antonio Carlos de Xangô, Alabê e Babalorixá, Mãe Marlene de Oxum, filha de santo de Pai Romário; Pai Paulo Tadeu de Xangô; Pai Genercy de Xangô; Hélio de Xangô, Pai Adão de Bará; Didi de Xangô; João Carlos de Oxalá, de Pelotas; Juarez de Bará; Pai Gabriel de Oxum, que foi um grande Babalorixá da Nação Cabinda, filho de santo de Romário de Oxalá; Lurdes do Ogum; Enio de Oxum, também da casa de Pai Romário; Luiz vó da Oxum Docô, foi filho de santo de Pai Romário de Oxalá; Ydy de Oxum, filho de santo de Pai Henrique de Oxum, entre muitos outros que conservam, ainda, os fundamentos desta Nação tão importante nos rituais Africanos do Sul.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os praticantes da Nação Cabinda também se valem dos rituais da Nação Ijexá, já que esta última é atualmente a modalidade ritual predominante aqui no Rio Grande do Sul; a diferença se dá basicamente no respeito à memória de seus ancestrais e a outros fatores como o início dos fundamentos da Nação Cabinda, que é justamente onde termina os das outras Nações: o cemitério.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Orixá Xangô é considerado Rei desta nação, e é o dono dos Eguns, juntamente com Oyá e Xapanã; E o culto aos Eguns é tão forte que na maioria dos terreiros desta nação, se encontra o assentamento de Balé (culto aos Eguns); Os filhos de Oxum, Yemanja e Oxalá, podem entrar e sair de cemitérios quando necessário for, sem nenhum prejuízo a sua feitura, já nas outras nações estes só entram no cemitério em extrema necessidade; Se estiver acontecendo uma festa num terreiro de Cabinda, e se o Orixá Xangô, tendo recebido oferendas de quatro pés, e vier a falecer algum membro da casa ou da família religiosa, não ficará a obrigação prejudicada, conforme acontece nos outros terreiros, nos quais teriam que interromper toda a obrigação.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os Orixás cultuados na Nação Cabinda são os mesmos da Nação Ijexá acrescentando Bará Elegba, Oyá Dirã e Oyá Timboá que são cultuados em alguns terreiros desta Nação. Na maioria das vezes as oferendas também são iguais com pouca diferença como por exemplo a obrigação do peixe que em alguns terreiros de Cabinda oferecem Pintado a determinados Orixás, que no Ijexá damos Jundiá.</font></p>
<p><font face="Arial" size="2"><font face="Arial" size="4"><strong>Nação Oyó</strong></font></font></p>
<p><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A maioria dos rituais africanos praticados dentro do Rio Grande do Sul, vem do interior da África, principalmente das regiões da Nigéria onde encontramos as cidades de Ìlèsà, cujo povo é conhecido como da nação Ijexá e Oyó, a terra de Xangô, o Obá (Rei) de Oyó. No Brasil a vida útil do negro, escravo, era muito curta, pois passavam a maior parte de suas vidas trabalhando para seus servos; fora as epidemias e outras doenças, na época incuráveis, que acabaram matando centenas dos nossos antepassados. Devido a estas e outras dificuldades, nossos antigos sacerdotes acabaram levando para o túmulo muitos conhecimentos dos rituais sagrados africanos; Contudo ainda conseguimos guardar boa parte dos fundamentos das diversas nações vindas da África, berço histórico do Brasil; entre estes fundamentos temos a nação Oyó cujas tradições de seus rituais permanecem vivos aqui em Porto Alegre, e em algumas cidades do interior do estado. Para nós Riograndenses é um privilégio ter a presença desta nação, pois quase não se ouve falar de Oyó em outras partes do Brasil, pois raras foram as vezes em que os interessados na captura de escravos conseguiram atingir as localidades do interior da Nigéria, como as cidades de Oyó e Ilexá.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma das fontes da nação Oyó na cidade de Porto Alegre foi a Sra. Ermínia Manoela de Araújo, conhecida como mãe Donga de Oxum. Era filha de Oxum (Osun) com Ossãe (Osányìn); morava na colônia africana, nas imediações onde é hoje o Auditório Araújo Viana. </font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dona Ermínia nasceu no dia cinco de maio de 1889, era uma negra de grande sabedoria, e seguia as tradições religiosas de acordo com o que herdou de seus genitores, que praticavam as culturas de Oyó e Ijexá juntos, já naquela época, até por que são nações de muita proximidade dentro do território nigeriano, inclusive a língua Yorubá é o idioma falado pelos dois povos, com apenas algumas diferenças no dialeto.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nas aldeias africanas os assentamentos de Orixás eram feitos para servir uma comunidade inteira, até mesmo uma cidade, e toda população se dedicavam aquele Orixá cultuado na região; os assentamentos, os rituais, as obrigações ficavam de uma geração para outra; tem lugares que ainda hoje, conservam assentamentos de Orixás com quatrocentos anos ou mais.E assim&#160;os assentamentos após passar por vários terreiros de Oyó, hoje estão, nas mãos de uma descendente direta de mãe Donga, a Yalorixá Nélia de Ossãe, que humildemente tem a guarda destes assentamentos em seu terreiro. Antigamente era escolhido um Axogum (Asògún), ou seja, um homem que teria a função de fazer o sacrifício dos animais para este ritual; um deles foi o senhor Mário Lopes, que após um derrame passou o cargo ao Sr. Rolim de Oxalá, que morou na rua Lucas de Oliveira, e antes de falecer passou a responsabilidade para o sr. Jorge de Xapanã; após sua morte não se teve uma pessoa exclusivamente para fazer os sacrifícios para Xangô Aganjú do Povo, hoje a responsabilidade da matança é da pessoa que tem a guarda dos assentamentos em seu terreiro, e a data da festa é sempre o dia vinte e dois de julho, que antigamente movimentava todo o povo de santo de Porto Alegre e arredores.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ermínia Manoela de Araújo teve quatro filhos: Maria Rosaura de Araújo Souza, ficou conhecida como mãe Rosália de Xangô, nasceu em 8 de abril de 1911 e faleceu em 05 de agosto de 1989; Luiza de Araújo Souza, conhecida como tia Luiza de Ogum, nasceu em 25 de novembro de 1915 e morreu em 19 de julho de 1994; Mário de Araújo Souza, conhecido como Mário Bocão, filho de Odé, não temos certeza das datas de seu nascimento e morte; e a outra filha era Lurdes de Araújo Souza, cujo Orixá era Xapanã, também não temos certeza das datas de seu nascimento e morte. Dona Ermínia (Donga de Oxum) contraiu a gripe espanhola e faleceu em 1918, deixando os quatro filhos pequenos, tia Rosália de Xangô com seis anos e sua irmã Luiza de Ogum com dois anos de idade, e os outros dois filhos também pequenos. Em Porto alegre, foi criado um cemitério especialmente para as vitimas da gripe espanhola, que matou em todo país cerca de 300 mil pessoas.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O único filho de santo que Dona Donga de Oxum deixou pronto com todos os assentamentos foi o Sr. Antoninho de Oxum, que herdou além das tradições religiosas, também todos os seu filhos de ventre e de axé (filhos de santo); as informações sobre a vida de mãe Donga&#160; foram passadas pela Yalorixá Nélia de Ossãe, filha carnal de tia Luiza de Ogum.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dona Donga tinha uma cunhada que também seguia as tradições da nação Oyó, chamada dona Leopoldina de Oxalá, que também passou ser filha de santo e auxiliar de Pai Antoninho, junto com uma outra senhora chamada carinhosamente de Velha, que também foi uma luz neste antigo terreiro. Antoninho de Oxum trabalhava fora e ainda arrumava tempo para se dedicar a inúmeros filhos de santo e consulentes que o procuravam; teve dois filhos carnais, e outros tantos de criação, entre elas dona "dona Maria Garçoneta" que morava nas imediações da Igreja Nsra. Do Trabalho.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em tempos passados os Babalorixás e Yalorixás, além da prática religiosa, dedicavam-se à caridade, a maioria tinha muitos filhos de criação, inclusive se um indivíduo estivesse passando necessidades, era acolhido no terreiro até que tivesse condições de sobrevivência, aquele ia embora e já dava lugar a outro.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hoje, em alguns casos, é difícil até mesmo a própria sobrevivência dos sacerdotes, já não da mais para seguir o exemplo de amparar os necessitados nos terreiros.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A maioria do pessoal que escreve sobre a religião africana no Rio Grande do Sul, cita o Príncipe Custódio como introdutor dos rituais de Batuque aqui no sul, não é bem assim, pois o negro se faz presente neste Estado muito antes da família de Osuanlele (Príncipe Custódio) ser retirada em 1897 de Benin (antigo Daomé), já no censo da população do Rio Grande do Sul, feita no ano de 1814, nos mostra uma população negra expressiva perfazendo um total de 36,7% de afro-brasileiros, contra um total de 45,6% de brancos no estado, outro dado relevante é que pesquisadores, sérios, situam o período inicial do Batuque nesta região entre os anos de 1833 e 1859, na mesma época em que o Candomblé ganhava espaço na Bahia. O lendário Príncipe Custódio só pisa em solo gaúcho no ano de 1899, na cidade de Rio Grande, e já encontra aqui rituais religiosos de origem africana, popularmente denominada de Batuque. Ele contribuiu sim com nossa religião, com seus contatos políticos, pois Custódio, vinha de uma família nobre, sua saída da África foi política; ele sabia como se destacar e fazia bom uso de sua sabedoria religiosa, o que ajudou a travar as perseguições as casas de culto africano. As pesquisas realizadas para saber sobre as nações Oyó, Cabinda, Ijexá e Jêje nos comprovam que o Batuque se estabeleceu aqui no Rio Grande do Sul há quase dois séculos;</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda falando da nação Oyó outra contemporânea de mãe Donga de Oxum foi mãe Andrezza Ferreira da Silva, que foi pronta na religião por um velho babalorixá que ainda tinha a sua volta alguns africanos nativos, e ela teria vivido de 1882 a 1951 em Porto Alegre.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dos descendentes religiosos da raiz de Pai Antoninho de Oxum, os que mais se destacaram foram: a yalorixá Rosália de Xangô, que morreu com 79 anos de idade; morou alguns anos na rua Souza Lobo, na vila jardim,&#160; sua irmã de ventre e de axé que foi tia Luiza de Ogum que morreu com 78 anos, morou na avenida Saturnino de Brito, 408 na vila jardim, deixou dois filhos, uma é Nelia de Ossãe, que é quem mantém vivo o ritual do Xangô Aganjú do Povo em Porto Alegre, e o outro filho já é falecido. Outra mãe de santo que se destacou muito, uma das mais importantes, depois de Antoninho, foi a sra. Lídia Gonçalves da Rocha, popularmente conhecida como mãe "Moça de Oxum", que entrou para a religião africana aos cuidados de pai Antoninho de Oxum por motivos de doença e se tornou a mais destacada yalorixá da nação Oyó dos últimos tempos; podemos citar também, Cecília de Xangô Aganjú; mãe Leopoldina de Oxalá que era cunhada de mãe Donga de Oxum; Mocinha de Oxalá; Mário "bocão" se destacou como Alabê (tamboreiro) da nação Oyó e também aprendeu a tocar Jêje com os aquidavis; Jorgina de Xapanã; Dilina de Oxum; mãe Manoela Mendonça de Oxum; Pai Máximo de Odé, que também era tamboreiro; pai Máximo de Odé também foi pai de santo de Tia Valesca, esposa de pai Antoninho; Mijica de Yemanjá; Benjamim de Oxalá; Camarada de Yemanjá; mãe Quininha de Oyá, mãe Andressa de Oxum; mãe Manoelinha de Oxum, mãe Miguela de Xangô, esta Yalorixá foi uma das ultimas a fazer durante os toques, a fogueira de Xangô, e paramentava todos os Orixás com suas vestes e indumentárias; A mãe Oxum de pai Antoninho também se paramentava quando "incorporada" em seu filho, usava suas vestes com muitas pedrarias. Doralice da Silva Alves, conhecida como Chininha de Oxalá, era casada com pai Máximo de Odé, ela também tinha o apelido de "Caquinha" e aprontou outros bons descendentes do Oyó como a mãe Vera de Ossãe e Sarinha de Xangô, que completou 60 anos de assentamento de seu pai Xangô no dia 18 de outubro de 2004; outros da raiz Oyó que podemos citar são as pessoas de Guilhermina de Yemanjá, que era cozinheira da casa de Antoninho, e também fez "pirão" na casa de muita gente antiga do Oyó; João Gumercindo Saraiva, esposo de dona Doralvina; Yatolá de Oyá, pai Darci de Oxalá, entre outros; Felisberto de Ossãe. Outras pessoas que também se destacaram na nação Oyó foram: mãe Apolinária Batista, Olga da Iansã, Fábio de Oxum, Tim de Ogum, mãe Albertina de Obá; Edelvira de Oxalá, pai Acimar de Xangô; Luiz de Bará; Paulinho de Xangô (filho de santo de mãe Rosália de xangô);; Esperança de Oyá; Toninho de Xangô, herdeiro espiritual de pai Acimar de Xangô. Vários informantes dizem que pai Joãozinho de Bará, também teve uma breve passagem pelas mãos de pai Antoninho de Oxum.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pai Antoninho de Oxum morou no Mont'Serrat, na cidade de Porto Alegre, e segundo consta faleceu no ano de 1932.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">E mais recente, na história do Oyó, podemos citar alguns descendentes da geração de mãe Moça de Oxum, que também contribuem ou contribuíram para continuidade dos rituais de Oyó como: Laudelina de Bará; Valdomiro de Oxalá, alabê, Zeca Neto de Oxalá; Carola de Oxum; Eva de Oxum; Leinha de Oxum, (falecida em fevereiro de 2005) e Odete de Oxum entre outros.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Há uma outra grande raiz da nação Oyó que derivou de uma famosa mãe de santo chamada Emília fontes de Araújo, Mãe Emília de Oyá. Era descendente de uma família nobre da África, morou na rua Visconde do Herval em Porto Alegre, era contemporânea de Antoninho da Oxum, porém não tinham ligações de bacia, apenas elos de nação. Segundo informações coletadas junto a Pai Paulinho de Agandjú, Mãe Emília faleceu por volta de 1930 e deixou vários herdeiros de seu ritual, onde podemos citar: Mãe Alice de Oxum; Pai Alcebíades de Xangô; Vó Dóca de Yemanjá que morava na av. Praia de Belas esquina com a rua Rodolfo Gomes, Mãe Matilde Fabrício, mãe carnal de Mãe Nenéca de Xangô, que também é herdeira espiritual desta raiz do Oyó; Mãe Cadinha de Odé; Mãe Araci de Odé, que faleceu com 112 anos de idade, e seu Orixá Ode tinha 91 anos de assentamento. As obrigações do ritual fúnebre de mãe Araci foram feitas por Pai Paulinho de Agandjú, por recomendações expressas da própria Araci, que deixou gravado sua exigência. Eram também da casa de Mãe Emília as pessoas de Negrinha de Odé; Ramiro de Ogum; Dona Rola, esposa de Pai Alcebíades de Xangô. </font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mãe Alice de Oxum, se destaca também nesta ramificação do Oyó, deixando vários herdeiros espirituais, entre estes podemos citar a mãe Nicóla de Xangô Dadá, que morou na rua Cuibá, 95 e faleceu em 1975 aos 69 anos de idade, vitima de derrame. Mãe Nicóla deixou vários filhos de santo, um dos que mais se destacou e ainda hoje cumpre os rígidos rituais de sua raiz é a pessoa que nos passa estas informações, Pai Paulinho de Agandjú, com 64 de idade, e seu Orixá com 50 anos de assentamento. Com a morte de Mãe Nicóla, terminou de aprontar na religião alguns de seus descendentes como, Pai Adãozinho de Bará, um dos principais Alabês da Nação Oyó. Pai Paulinho fala com autoridade dos rituais que pratica, como a obrigação de Tumbê, Arikú e muitas outras que ainda mantém; e nos cita como sendo ordem de toque para os Orixás de seu terreiro a seguinte seqüência: Bará, Ogum, Xapanã, Odé, Ossãe, Orunmilá, Obokun, Xangô, Ibejis, Agandjú, Yemanjá, Otim, Obá, Nana Buruku, Yewa, Oxum, Oyá e Oxalá. </font></p>
<p align="justify"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alguns sacerdotes nos dão a informação no tocante aos rituais de Batuque da nação Oyó, dizendo que a ordem de toque para os Orixás em seus terreiros seguem quase a mesma seqüência da nação Ijexá: Bará, Ogum. Oyá, Xangô, Ibejis, Odé, Otim, Obá, Ossãe, Xapanã, Oxum, Yemanjá e Oxalá; e outros dizem que as casas antigas de Oyó, tocavam primeiro para os Orixás masculinos, e depois para as Yabás (Orixás femininos) na seguinte ordem: Bará, Ogum, Ossãe, Xapanã, Odé e Otim, Xangô, Ibejis, Obá, Oyá, Oxum, Yemanjá e Oxalá. O fato é que há varias fontes da mesma nação, cada uma seguindo os costumes de seu terreiro de origem, muitos se vendo num segmento de nação pura, outras mesclando com outras nações, e assimilando outras práticas em seus rituais.</font></p>
<p align="justify"><span style="color: #000000"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Das antigas nações africanas que se fixaram no Rio Grande do Sul, e que foram submetidas, a variados graus de mudança e assimilação, ressalta a do Ijexá como a que melhor conservou a configuração africana original absorvendo outras nações. Os sacerdotes e iniciados por mais antigos que sejam, nos cultos africanos no Rio Grande do Sul, na maioria, se mesclaram com o Ijexá, esse processo, entretanto, não eliminou de todo a consciência histórica e certas tradições religiosas que predominam tanto no Oyó como também no Jêje e na Cabinda.</font></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #000000"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><font face="Arial" size="4"><strong>Nação Jêje</strong></font></font></span>&#160;</p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="2">Quando se fala em Nação Jêje, aqui no sul do Brasil, logo se lembra do Pai de Santo mais famoso desta nação que foi o Pai Joãozinho de Bará (Exu Bý), que sem dúvidas foi a maior expressão desta nação, famoso no Brasil e em outros países como Uruguai e Argentina. Ele era filho de Santo de Mãe Chininha de Xangô Aganju, a mais antiga mãe de santo da nação Jêje que se tem notícias aqui no Rio Grande do Sul. A primeira filha de santo de pai João foi a Sra. Vandina de Oxum e depois dela vieram outros importantes adeptos do Jêje que se tornaram Babalorixás ou Yalorixás feitos pela mão de Pai Joãozinho de Bará como a Tia Nica de Bará, Alzira de Xangô, Dêde de Oxum, tio Cristóvão de Oxum, tia Conceição (irmã de Cristóvão de Oxum), Valdomiro de Bará Lodê, muito respeitado e temido por todos, foi um dos maiores feiticeiros de que se teve conhecimento no Rio Grande do Sul; Cotinha de Xangô, Valina da Oyá, irmã de Vandina de Oxum; Pai Pirica de Xangô, Jurema de Xangô, tamboreira, teve sua iniciação pelas mãos de Pai Paulino de oxalá da Nação Ijexá , e com a morte deste passou a ser filha de santo de pai João, Evinha de Xangô, também uma das melhores tamboreiras do sul; tia Licinha da Oyá, vó Aurora do Ogum, vó de Pirica de Xangô; tia Eva de Bará, João vó da Oxum Docô, falecido em outubro de 2003; Rosália de Odé, Landa de Bará, Tirôni de Xapanã; Rení da Iansã, filha de criação do Pai João; Pequeno de Bará Lodê, esposo de Reni de Oyá; Tia Tereza de Oxalá, filha carnal de Alzira de Xangô; tia Jaci de Yemanja; Valdir de Xangô, Mesquita de Xangô, Nadir de Ogum, Zé de Xangô, tio de Valdir de Xangô; Nelson de Xangô, Pai de Santo de Vinicios de Oxalá; Zé da Saia de Xangô; Ziza de Odé, Zaida de Oxalá; Julieta de Odé, Patinha de Bará, Marta de Bará, famosa por sua vidência, também praticava Umbanda, as mulheres grávidas faziam filas para saber qual era o sexo do filho, quando a pessoa entrava em seu portão ela já sabia o que foi fazer em sua casa; Leda de Xangô, também famosa por seus feitos na Umbanda e vidente das melhores, tenho muitos agradecimentos a esta grande mãe de Santo; Santa de Yemanja, Catarina de Ogum, Tião de Bará, Elaine de Oxum, Cleusa de Oyá, Elza de Oxalá, morava no Rio de Janeiro, para onde Joãozinho de Bará viajava freqüentemente. A Nação de Jêje puro já deixou de existir a muito tempo, a maioria das casas praticam junto a nação Ijexá (Nagô), cujas rezas e rituais são utilizadas por todas as casas de batuque do Rio grande do Sul e para os países onde o ritual africano, do sul, foi levado como Uruguai e Argentina. Nas festas de ritual Jêje as rezas não são na linguagem Yorubá e sim na linguagem Fon, e a dança é feita de par, as pessoas dançam de par uma de frente para o outra e alternam os lugares conforme muda o rítimo dos tambores. Os tambores usados para os rituais são parecidos com os tambores da Nação Ijexá, embora sejam em tamanhos bem menores e sempre tem que ser em número de dois tambores, um toca com dois Aquidavís e o outro faz a marcação com um só aquidavi, que são os famosos "pausinhos", erradamente usam-se o termo "Jêje de pausinhos', que na verdade são os Aquidavís usados para tirar o som dos tambores de Jêje, o acompanhamento é feito por um instrumento chamado Gãn. Joãozinho de Bará e Tia Licinha, sua irmã, tocavam Jêje juntos, dizem que era um dos melhores rituais quando esses dois se juntavam.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="2">Joãozinho do Bará doutrinava muito bem seus filhos de santo, ensinava os filhos a tirar as rezas dos Orixás e a tocar tambor; ele ensinava os filhos tocando na mesa com duas colheres e no outro dia já os colocava a tocar no tambor com os aquidavís, e com certeza logo aprendiam. Ele foi uma árvore que deu muitos frutos,&#160;dizem que foi João de Bará no Jêje e Manoelzinho de Xapanã no Ijexá. Ainda há algumas casas que conseguem fazer o ritual Jêje, destas podemos citar a casa de pai Pirica e a do Tião do Bará e seus descendentes, que também completam seus rituais com as rezas da nação Ijexá de linguagem Yorubá, mas são nestes terreiros que ainda se vê acontecer o ritual jêje-nagô à moda antiga. O que é chamado de nação Jêje é o ritual africano formado pelos povos fons vindo da região de Daomé, hoje Benin. Os povos Jêjes, chegados ao Brasil, em sua grande maioria se estabeleceram em São Luiz do Maranhão, onde ainda existe a Casa das Minas, Salvador e Cachoeira de São Félix (Bahia), Rio de Janeiro e para o Rio Grande do Sul sabe-se que vieram alguns descendentes do Daomé, inclusive um príncipe. O Daomé foi colônia de diversos países , e quando passou a ser propriedade da Grã-Bretanha, os Ingleses tiveram que entrar em acordo com os Reis e príncipes negros que governavam as terras. Um desses acordos resultou a vinda de um príncipe de São João Batista de Ajudá, que deixou sua terra na Costa da Mina; este escolheu o Brasil, inicialmente fixou-se em Rio Grande e, mais tarde foi para o interior de Bagé, onde ficou conhecido por manter viva a tradição religiosa Africana. De Bagé veio para Porto Alegre, adotou como nome Custódio Joaquim de Almeida, conhecido no meio religioso como Príncipe Cústódio. Seu ilê era freqüentado por figuras importantes da época, inclusive foi ele quem fez o assentamento de um Bará no mercado público de Porto Alegre, onde todos adeptos do culto africano fazem reverencia cada vez que terminam uma obrigação aos seus Orixás</font></p>
<p align="justify"><span style="color: #000000"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><font face="Arial" size="4"><strong>Homenagens</strong></font></font> </span></p>
<p>&#160;<span style="color: #000000"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">É preciso lembrar que o batuque continua. Como já mencionado,&#160;&#160;as pessoas da antiguidade que deram estrutura à religião, porém, além destes, não podemos deixar de homenagear aqueles que nos dias de hoje, tanto os “velhos” como os “jovens” que se dedicam a cultuar e manter firme os fundamentos da nação dos Orixás no Rio Grande do Sul. Podemos ainda citar: Pai Ademar de Ogum e Ostilio de Oxalá, Babalorixás e alabês da Nação Ijexá; Marcelo do Oxalá, filho carnal de mãe Pedrinha da Iansã; Emilinha da Yemanjá; João do Oxalá, da bacia de mãe Ilda da Obá; Edemar da Yemanjá, neto de santo de mãe Preta de Oxalá da nação Ijexá; Tia Eva do Ossãe, filha carnal do Pai Idalino de Ogum; lonice de Oxum e tia Ione de Oxum, netas de Pai Idalino de Ogum; mãe Dora de Oxum da cidade de Alvorada (nação Jêje-Ijexá); Jorge de Bará (Jorginho filho de Pai Pirica, nação Jêje); Tião do Bará (nação Jêje), Jorge do Oxalá (nação Jêje-Ijexá); Didi de Xangô da bacia de Pai Adão de Bará; Marquinhos da Oxum, da bacia de Mãe Estela da Yemanjá e Maria da Oyá; Roberto do Ogum, da raiz de mãe Maria da Oyá; Pai Nazário de Bará, da bacia de Pai Mario de Oxum (nação cabinda); Alfredo de Xangô; mãe Nilza de Yemanjá e Yeda de Ogum; Jorge Verardi de Xangô, da bacia de Pai Leopoldo de Yansã; Renato de Ogum, da bacia de Menicio da Yemanjá; Dona Moza de Ogum, da bacia de Idalino de Ogum e Jovita de Xangô, Dona Moza foi esposa de Leopoldo da Yansã; Sirlei da Yemanjá, da bacia de mãe Preta de Oxalá; Maria Antonia de Oxalá, filha de mãe Apolinária, e seus filhos Junior de Bará e Rose de Ogum(nação Oyó); mãe Miguela de Bará da nação Ijexá-Jêje; mãe Santinha de Ogum, da bacia de mãe Estela de Yemanjá; Rosa de Yemanjá e Tereza de Oxum, da bacia de mãe Ovidia de Oxum; Neuza de Bará Ajelú, filha de Almiro de Bará (nação Ijexá); mãe Ofélia da Yemanjá, uma das mais antigas Yalorixás da nação Ijexá;; Janete de Yansã; Mãe Eva do Ogum, da bacia de Pai Idalino do ogum; Vera do Oxalá, filha carnal de mãe Albertina da Obá; Wilian da Yansã; Lola do Bará; Leci do Bará; Celso do Oxalá; Sandra do Ogum; Carlos do Bará; Nitinha de Oxum; Ondina de Xangô da nação Jêje; Marinho de Oxalá; Maria do Xangô; Alabê Marcos do Bará; Vera do Ogum;</font></span></p>
<p><span style="color: #000000"><font face="Arial" size="2"><strong>Póstumas:&#160;</strong></font></span></p>
<p><span style="color: #000000"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pai Mauro de Xangô, Miguel de Xangô , da bacia de mãe Estela de Yemanjá; Salvahine da Oxum; Juvenal do Ossãe; Laerte da Yemanjá, da bacia de Menicio da Yemanjá e Olmira de Xangô; Pedrinha da Yansã; Sérgio do Ogum, da bacia de Almiro de Bará; Sérgio da Yansã e Renato de Ogum, da bacia da Catarina de Ogum; Marcelinho de Ogum, da bacia de Menicio da Yemanjá; Delurdes de Xapanã, da bacia da mãe Olmira de Xangô; Luiz Carlos da Oxum, da bacia de Pai Romário de Oxalá; Pai Paulinho da Yemanjá, da bacia de mãe Arina de Bará; Clemir de Bará; Pai Pity de Xangô; Suca de Yansã; Alice de Oxalá, da bacia de Mãe Olmira; Jorge do Ogum, da bacia de Almiro de Bará; Sodré da Yansã; Celso de Bará, da bacia de Tião de Bará; Vó Dora da Yansã; mãe Jovita de Xangô; Pai Hugo da Yemanjá; Tureba de Ogum; mãe Otilia de Ossãe, Pai Chico de Ogum, e outros tantos que se foram para o Orum, mas continuam vivos na memória de seus amigos e descendentes.</font></span></p>
<p style="text-align: center"><img height="198" alt="" width="262" src="http://files.rainhadosventos.webnode.com/200000423-b730db82ac/buzios2.gif" />&#160;</p>
<p style="text-align: right"><i><b><span style="color: #800000">por: Babalorixá Tita de Xangô</span></b></i></p>
<p style="text-align: right"><i><b><span style="color: #800000">Texto Retirado do&#160;site: </span></b></i><i><a href="http://www.xangosol.com"><b><span style="color: #800000">http://www.xangosol.com</span></b></a><b><span style="color: #800000">&#160;</span></b></i></p>]]></content:encoded>
      </item>
      <item>
         <title>Umbanda - O Fumo e a Bebida na Umbanda</title>
         <link>http://rainhadosventos.webnode.com/news/umbanda-o-fumo-e-a-bebida-na-umbanda/</link>
         <description><![CDATA[
A Umbanda é muito criticada pelo fato de suas entidades usarem o fumo e as bebidas nas sessões, os detratores aproveitando-se disto para taxarem as entidades de atrasadas ou primitivas.
&#160;
O FUMO
&#160;
O segredo e a utilização, desses elementos por parte de nossas entidades, o modo como a fumaça é dirigida (magia) tem o seu eró (segredo) e não é como muitos utilizam, para alimentar a vaidade, o vício e a ignorância.
O fumo é a erva mais tradicional da terapêutica psico-espiritual...]]></description>
         <pubDate>Sat, 18 Oct 2008 23:14:00 +0100</pubDate>
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         <category>Artigos</category>
         <content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img height="289" alt="" width="226" src="http://files.rainhadosventos.webnode.com/200000297-7fae980a87/2489843778_26d3ee628b_o.jpg" /></p>
<p style="text-align: left"><b><span style="color: #333333">A Umbanda é muito criticada pelo fato de suas entidades usarem o fumo e as bebidas nas sessões, os detratores aproveitando-se disto para taxarem as entidades de atrasadas ou primitivas.</span></b></p>
<p style="text-align: left">&#160;</p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #993300"><u><span><strong>O FUMO</strong></span></u></span></p>
<p style="text-align: center">&#160;</p>
<p><b><span style="color: #333333">O segredo e a utilização, desses elementos por parte de nossas entidades, o modo como a fumaça é dirigida (magia) tem o seu eró (segredo) e não é como muitos utilizam, para alimentar a vaidade, o vício e a ignorância.</span></b></p>
<p><b><span style="color: #333333">O fumo é a erva mais tradicional da terapêutica psico-espiritual praticada em nossa religião. Originário do mundo novo, os nativos fumavam o tabaco picado e enrolado em suas próprias folhas, ou na de outras plantas, conhecendo o processo de curar e fermentar o fumo, melhorando o gosto e o aroma.</span></b></p>
<p><b><span style="color: #333333">Durante o período físico em que o fumo germina, cresce e se desenvolve, arregimenta as mais variadas energias do solo e do meio ambiente, absorvendo calor, magnetismo, raios infravermelhos e ultravioletas do sol, polarização eletrizante da lua, éter físico, sais minerais, oxigênio, hidrogênio, luminosidade, aroma, fluidos etéreos, cor, vitaminas, nitrogênio, fósforo, potássio e o húmus da terra. Assim, o fumo condensa forte carga etérea e astral que, ao ser liberada pela queima, emana energias que atuam positivamente no mundo oculto, podendo desintegrar fluídos adversos à contextura perispiritual dos encarnados e desencarnados.</span></b></p>
<p><b><span style="color: #333333">O charuto e o cachimbo, ou ainda o cigarro, utilizados pelas entidades filiadas ao trabalho de Oxalá são tão somente defumadores individuais. Lançando a fumaça sobre a aura, os plexos ou feridas, vão os espíritos utilizando sua magia em benefício daqueles que os procuram com fé. Os solos com textura mais fina, com elevado teor de argila, produzem fumos mais fortes, como os destinados a charutos ou fumos de corda, enquanto os solos mais arenosos produzem fumos leves, para a fabricação de cigarros.</span></b></p>
<p><b><span style="color: #333333">Na fabricação dos charutos, as folhas, após o processo de secagem, são reunidas em manocas de 15 a 20 folhas e submetidas a fermentação, destinada a diminuir a percentagem de nicotina, aumentar a combustividade do fumo e uniformizar a sua coloração.</span></b></p>
<p><b><span style="color: #333333">Os tipos de fumo mais utilizados na confecção dos charutos brasileiros são: Brasil-Bahia, Virgínia, Sumatra e Havana.</span></b></p>
<p><b><span style="color: #333333">Nos trabalhos umbandistas a cigarrilha de odor especial é muito utilizada pelas Pombogiras e Caboclas.</span></b></p>
<p><b><span style="color: #333333">Os cigarros são utilizados para fins mais materiais, normalmente relacionados com negócios financeiros.</span></b></p>
<p><b><span style="color: #333333">Os charutos de fumo grosseiro e forte são peculiares à magia dos Exus, enquanto os charutos de fumo de melhor qualidade são usados por Caboclos.</span></b></p>
<p><b><span style="color: #333333">Já os Pretos-Velhos dão preferência aos cachimbos, nos quais usam diversos tipos de mistura de ervas, como o alecrim, a alfazema e outros, além de utilizarem cigarros de palha, impregnando assim os elementos com a sua própria força espiritual, transformando o tradicional “pito” em um eficiente desagregador de energias negativas. Desta maneira, como o defumador, o charuto ou o cachimbo são instrumentos fundamentais na ação mágica dos trabalhos umbandistas executados pelas entidades. A queima do tabaco não traz nenhum vício tabagista, como dizem alguns, representando apenas um meio de descarrego, um bálsamo vitalizador e ativador dos chakras dos consulentes.</span></b></p>
<p><b><span style="color: #333333">Vemos assim que “na fumaça está o segredo dos trabalhos da Umbanda”.</span></b></p>
<p><b><span style="color: #333333">Geralmente os Guias não tragam a fumaça, utilizando-a apenas para “defumar” o ambiente e as pessoas através das baforadas, apenas enchem a boca com a fumaça e a expelem sobre o consulente ou para o ar.</span></b></p>
<p><b><span style="color: #333333">A função principal é a de defumar aqueles que chegam até a entidade. Algumas entidades deixam de lado o fumo se a casa for defumada e mantiver sempre aceso algum defumador durante os trabalhos.</span></b></p>
<p>&#160;</p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #993300"><u><span><strong>BEBIDAS</strong></span></u></span></p>
<p style="text-align: center">&#160;</p>
<p><b><span style="color: #333333">O álcool, tem emprego sério na Umbanda. Quando tomado aos goles, em pequenas quantidades, proporciona uma excitação cerebral ao médium, liberando-lhe grande quantidade de substâncias ativadoras cerebrais, acumulada como reserva nos plexos nervosos (entrelaçamento de muitas ramificações de nervos), a qual é aproveitada pelos guias, para poderem trabalhar no plano material.</span></b></p>
<p><b><span style="color: #333333">Deste modo, quando o médium ingere pequena quantidade da bebida, suas idéias e pensamentos, brotam com mais e maior intensidade. É também uma forma em que a entidade se aproveita este momento para ter maior “liberdade de ação”.</span></b></p>
<p><b><span style="color: #333333">Os exus são os que mais fazem uso da bebida. Isto se ao fato de, estas linhas utilizarem muito de energias etéricas, extraidas de matéria (alimentos, álcool, etc.), para manipulação de suas magias, para servirem como “combustível” ou “alimento”, encontrando então, uma grande fonte desta energia na bebida.</span></b></p>
<p><b><span style="color: #333333">Estas linhas estão mais próximas às vibrações da Terra (faixas vibratórias), onde ainda necessitam destas energias, retiradas da matéria, para poderem realizar seus trabalhos e magias! O marafo também é usado para limpar/descarregar pontos de pemba ou pólvora usados em descarregos.</span></b></p>
<p><b><span style="color: #333333">O álcool por sua volatibilidade tem ligação com o ar e pode ser usado para retirar energias negativas do médium.</span></b></p>
<p><b><span style="color: #333333">Já o alcool consumido pelo médium também é dissipado no trabalho, ficando em quantidade reduzida no organismo.</span></b></p>
<p><b><span style="color: #333333">O perigo nestes casos é o animismo, ou seja, o Médium consumir a bebida em grandes quantidades por conta própria e não na quantidade que o Guia acha apropriada. Nestes casos, pode ser que o Guia vá embora e deixe o médium sob os efeitos da bebida que consumiu sem necessidade.</span></b></p>
<p>&#160;</p>
<p><span style="color: #993300"><u><span><strong>O FUMO E A BEBIDA SÃO INDISPENSÁVEIS?</strong></span></u></span></p>
<p>&#160;</p>
<p><span style="color: #333333"><b>Pode-se sim não utilizar fumo e bebidas. Estes elementos são ferramentas dos Guias para os trabalhos, que podem não ser utilizadas. Haverá uma diminuição da eficiência e rapidez do trabalho, mas ele será realizado também, mais devagar e de forma mais trabalhosa. Será como utilizar apenas as mãos para um determinado trabalho, possível, mas mais trabalhoso. É uma opção do médium, caso o médium não possa ou não queira fumar e beber, o Guia irá respeitar sua decisão.</b></span></p>
<p><span style="color: #333333"><b>Pode neste caso solicitar apenas que sejam feitas oferendas com estes elementos, ou que um copo com sua bebida seja deixado próximo a ele quando esiver trabalhando incorporado.</b></span></p>
<p style="text-align: center">&#160;<img height="163" alt="" width="150" src="http://files.rainhadosventos.webnode.com/200000298-2d38c2e326/oferenda.jpg" /></p>]]></content:encoded>
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         <title>Dancing ...</title>
         <link>http://rainhadosventos.webnode.com/news/dancing/</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <pubDate>Wed, 23 Jul 2008 03:48:00 +0100</pubDate>
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         <category>Minhas Músicas</category>
         <content:encoded><![CDATA[<p><img height="150" src="http://files.rainhadosventos.webnode.com/200000076-5f40861348/1203385b3gjlntdwp.gif" width="130" alt="" /></p>]]></content:encoded>
      </item>
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         <title>Raios</title>
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         <description><![CDATA[
RAIOS!!!!
Caiam raios, 
Desafiem a razão,
Mostrem a vida,
Mostrem o poder da criação.
Caiam raios,
Desafiem o equilíbrio,
Mostrem que do caos surgirá a paz,
E da solidão nascerá o amor.
Caiam raios,
Rasgando os céus desafiando a escuridão,
Façam tremer corações aflitos e inseguros,
Façam com que sintam a chama da paixão.]]></description>
         <pubDate>Mon, 21 Jul 2008 05:56:00 +0100</pubDate>
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         <category>News</category>
         <content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img height="292" src="http://files.rainhadosventos.webnode.com/200000040-aaa3fac946/tempestade.jpg" width="450" alt="" /></p>
<p style="text-align: center"><font color="#4700b8"><font face="Garamond"><font size="4"><i><b>RAIOS!!!!</b></i></font></font></font></p>
<p class="western" style="border-right: medium none; padding-right: 0cm; border-top: medium none; padding-left: 0cm; margin-bottom: 0.5cm; padding-bottom: 0cm; border-left: medium none; padding-top: 0cm; border-bottom: medium none" align="center"><font color="#4700b8"><font face="Garamond"><font size="4"><i><b>Caiam raios, <br />
Desafiem a razão,<br />
Mostrem a vida,<br />
Mostrem o poder da criação.</b></i></font></font></font></p>
<p class="western" style="border-right: medium none; padding-right: 0cm; border-top: medium none; padding-left: 0cm; margin-bottom: 0.5cm; padding-bottom: 0cm; border-left: medium none; padding-top: 0cm; border-bottom: medium none" align="center"><font color="#4700b8"><font face="Garamond"><font size="4"><i><b>Caiam raios,<br />
Desafiem o equilíbrio,<br />
Mostrem que do caos surgirá a paz,<br />
E da solidão nascerá o amor.</b></i></font></font></font></p>
<p class="western" style="border-right: medium none; padding-right: 0cm; border-top: medium none; padding-left: 0cm; margin-bottom: 0.5cm; padding-bottom: 0cm; border-left: medium none; padding-top: 0cm; border-bottom: medium none" align="center"><font color="#4700b8"><font face="Garamond"><font size="4"><i><b>Caiam raios,<br />
Rasgando os céus desafiando a escuridão,<br />
Façam tremer corações aflitos e inseguros,<br />
Façam com que sintam a chama da paixão.</b></i></font></font></font></p>]]></content:encoded>
      </item>
      <item>
         <title>Website launched</title>
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         <description><![CDATA[Our new website has been launched today.
	Tell your visitors why you have started a new presentation and how it benefits them. Mention your goals and project advantages. Try to briefly give your visitors reasons why they should return to your pages.]]></description>
         <pubDate>Mon, 21 Jul 2008 05:55:41 +0100</pubDate>
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         <category>News</category>
         <content:encoded><![CDATA[<p>Our new website has been launched today.</p>
	<p>Tell your visitors why you have started a new presentation and how it benefits them. Mention your goals and project advantages. Try to briefly give your visitors reasons why they should return to your pages.</p>]]></content:encoded>
      </item>
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         <title>First blog</title>
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         <description><![CDATA[Our new blog has been launched today. Stay focused on it and we will try to keep you informed. You can read new posts on this blog via the RSS feed.]]></description>
         <pubDate>Mon, 21 Jul 2008 05:55:41 +0100</pubDate>
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         <category>Blog</category>
         <content:encoded><![CDATA[<p>Our new blog has been launched today. Stay focused on it and we will try to keep you informed. You can read new posts on this blog via the <a href="/rss">RSS feed</a>.</p>]]></content:encoded>
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         <title>New event</title>
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         <description><![CDATA[This is a sample event description. You can edit this description as you wish or remove the entire event.]]></description>
         <pubDate>Mon, 21 Jul 2008 05:55:41 +0100</pubDate>
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         <category>Events Calendar</category>
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